Também chamadas de condiloma anal, as verrugas que surgem no ânus são causadas pelo vírus do HPV e podem ser passadas entre os parceiros durante as relações íntimas. Isso significa que sim, esse problema é considerado uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).
Além da região anal, as verrugas podem surgir em locais como o pênis, vulva, vagina, bolsa escrotal, garganta e colo do útero. Os principais sintomas que indicam a sua presença são a presença de um caroço, coceira, sangramento e dor, mas isso vai depender da situação de cada paciente.
Isso porque algumas lesões são mais discretas e podem passar despercebidas mesmo durante a higienização das partes íntimas. Aliado a isso, a infecção por HPV pode manifestar sintomas só muito tempo após a contaminação.
A estimativa é de aproximadamente 2 a 8 meses. Contudo, pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. Os mais impactados são pessoas com imunidade baixa e mulheres em fase gestacional.

Como identificar ? 

O diagnóstico da condiloma depende do tipo de lesão apresentado pelo paciente: clínica ou subclínica. No caso da primeira, a investigação é realizada mediante exame clínico urológico, ginecológico, coloproctológico e dermatológico. Já o segundo acontece a partir de exames laboratoriais como:
·        Papanicolau: busca detectar alterações nas células do colo do útero e prevenir possíveis problemas na região.
·        Colposcopia: exame ginecológico com o objetivo de avaliar o trato vaginal da mulher.
·        Biópsia: retirada de um pequeno nódulo suspeito com a finalidade de realizar uma análise laboratorial.
·        Histopatologia: consiste em avaliar, através de um microscópio, um fragmento de tecido para confirmação ou hipótese de um diagnóstico.

Invista na prevenção

Para evitar o surgimento do condiloma é essencial tomar a vacina contra o HPV. Aliado à isso, relações sexuais sempre devem ser acompanhadas do uso de preservativos, responsáveis por reduzis as chances de contaminação do vírus e outras doenças sexualmente transmissíveis.
A realização de exames, independente do estágio das verrugas, também é fundamental e evita o agravamento do quadro clínico.

Tratamento

A escolha do tratamento deve ser indicada pelo médico e considera o tamanho, proporção e local onde estão as verrugas. Em geral, o objetivo do tratamento é promover a remoção dos condilomas e reverter o quadro clínico do paciente.
Nas situações em que há um baixo número de lesões, por exemplo, ocorre a aplicação de medicamentos como  ácido tricloroacético e podofilina. Por outro lado, a presença excessiva do condiloma tende a implicar em intervenções cirúrgicas, à exemplo da eletrocoagulação, com anestésicos.
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Sobre o(a) autor(a): Dra. Camila Medeiros

Dra. Camilla Medeiros é médica coloproctologista em Natal/RN com especialização em Saúde Intestinal e Câncer de Cólon.

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