Classificada como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), o vírus de Imunodeficiência Humana (HIV) está presente em mais de 920 mil brasileiros, de acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2020.

Responsável por afetar células como as T ou CD4, ele destrói essas partes importantes do sistema imunológico, tornando o organismo indefeso e com baixa capacidade de lutar contra infecções e doenças.

Apesar da grande evolução na discussão sobre o tema, em comparação a 1980, quando foi detectado o primeiro caso, ainda existe muito preconceito e desinformação sobre as condições do soropositivo. Vamos entender 4 mitos e verdades do HIV!

MITO: Beijo pode transmitir HIV

Fotografia colorida de casal se beijando em uma praia

Uma das dúvidas mais comuns é essa. Existem pessoas que acreditam que até mesmo um simples aperto de mão pode transmitir HIV, mas a história não é bem essa. Nem pele e nem saliva são capazes disso.

A transmissão do HIV acontece somente com a troca dos seguintes fluídos corporais:

  • Sangue
  • Sêmen
  • Leite materno
  • Fluido vaginal

VERDADE: Nem toda relação sexual sem preservativo transmite HIV

Fotografia colorida de duas mãos segurando um preservativo.

Mesmo que o parceiro da sua relação sexual seja soropositivo, não é 100% das vezes em que ocorre a transmissão do HIV. O poder de transmissibilidade do vírus não é extremamente alto.

Se você sabe que isso acontece, busque a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima e indique a situação para iniciar o uso de medicamentos antirretrovirais em no máximo 72h. A PEP (Profilaxia Pós-exposição ao HIV) deve ser consumida durante 28 dias.

O maior risco acontece na exposição frequente. Não deixe de se prevenir!

MITO: Sem sintomas, sem HIV

Fotografia colorida de médica segurando a mão de um paciente. Ela parece confortá-lo.

Nem todas as pessoas que são portadoras do HIV têm uma manifestação rápida dos sintomas. Existem casos em que os sinais aparecem com apenas 10 ou 15 anos desde o caso de infecção.

Caso você pratique relações sexuais sem preservativo com muita frequência, fique atento a gripes, febre, dor de cabeça e garganta sem nenhum motivo aparente. Mantenha seus exames em dia para evitar um tratamento tardio.

VERDADE: É possível que pessoas com HIV tenham filhos sem o vírus

Fotografia colorida de mãe e filho.

Para as pessoas que sempre desejaram ter filhos e se descobriram soropositivos, esse não é o fim do mundo. Existem várias alternativas que permitem a homens e mulheres terem filhos sem HIV.

Tratamentos para diminuir a carga viral, inseminação artificial e fertilização in vitro são as opções mais comuns entre esse público. O melhor caminho vai depender da carga viral. No entanto, a amamentação deve ser evitada, pois há altos riscos de infecção.

 

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Sobre o(a) autor(a): Dra. Camila Medeiros

Dra. Camilla Medeiros é médica coloproctologista em Natal/RN com especialização em Saúde Intestinal e Câncer de Cólon.

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